Déficit recorde de Lula em 2023 não reduziu pobreza, diz Guzzo

O déficit público do primeiro ano do governo Lula foi de R$ 230 bilhões, o segundo pior da história. Apesar disso, não houve melhora na pobreza ou nos indicadores sociais do país, afirma o jornalista J.R. Guzzo em artigo no jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta (31).

Para Guzzo, o rombo fiscal é reflexo da filosofia petista e da esquerda, que enxerga o déficit como positivo para promover justiça social. “Déficit é vida”, resume. No entanto, na prática os mais pobres não se beneficiam dessa política.

Onde vai o dinheiro?

O dinheiro arrecadado por meio de impostos e da dívida pública não chega ao bolso dos mais necessitados, analisa o jornalista. Em vez disso, abastece a máquina estatal inchada.

Outros gastos que pesam são: salários altos de procuradores, desembargadores e afins; recursos devolvidos a corruptos pelo STF; uso da FAB para viagens de autoridades a eventos pessoais; propagando oficial em ano eleitoral; entre outros.

Dívida pública beneficia ricos

Guzzo lembra que o déficit obriga o governo a tomar dinheiro emprestado a juros altos. Os beneficiários são bancos e investidores, ou seja, os mais ricos. Enquanto isso, problemas sociais graves como fome, saneamento precário e falta de creches permanecem sem solução.

O jornalista argumenta que essa política não funcionou nas últimas décadas para alavancar o crescimento sustentado nem para reduzir desigualdades. Ao invés de corrigir rumos, Lula optou por radicalizar.

Críticas semelhantes ao longo dos anos

Não é a primeira vez que J.R. Guzzo tece duras críticas à gestão fiscal expansionista dos governos do PT. Análises na mesma linha foram feitas durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff.

Resta saber se desta vez o presidente aliará política social com ajuste fiscal, ou se manterá a farra das contas públicas embalada pela retórica da justiça social. Os primeiros números indicam a segunda opção.

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